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Postado em 22/05/2020

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A Alemanha foi um dos principais epicentros da pandemia na Europa, sendo um dos primeiros países a ter casos depois da Itália. Os primeiros casos começaram a aparecer na Bavária, mas de repente uma explosão de casos incontrolável tornou o estado de Baden o terceiro estado com mais casos na Alemanha (são 33.287 casos).
Com a chegada do coronavirus na cidade, no dia 13 de março a Alemanha fechou escolas e no dia 22 iniciou o lockdown, porém não tão restrito como outros países como Itália e Espanha. Com o distanciamento social sendo respeitado notou-se uma mudança efetiva a partir do momento que as decisões foram tomadas em nível nacional.

Desde o início de maio, Alemanha tem tentado sair do isolamento com muita cautela. Escolas voltaram para alunos mais velhos que tem que se preparar para o exame equivalente ao vestibular. Para crianças menores o planejamento é voltar parcialmente após o feriado de duas semanas que ocorre em junho (após dia 14/06) abrindo em intervalos de uma semana de aulas, e duas semanas em que as crianças ficam em casa, para controlar o avanço de casos.
 
A Alemanha é vista como um modelo mundial. A fatalidade baixa pode-se atribuir ao número de testes e ao sistema de saúde bem preparado. Os hospitais do país também criaram uma plataforma que informa os números de leitos disponíveis por hospital. A Uniklinik, por exemplo, um hospital universitário em Freiburg, recebeu pacientes de outros lugares da Alemanha, França e Itália.   
 
Quanto ao Brasil, comparado com a Alemanha, temos duas realidades muito diferentes. No Brasil, onde 80% vivem em áreas urbanas sem muito planejamento, com até 20% desta população em favelas, fica complicado pensar em um plano de isolamento ou lockdown. Para as medidas surtirem efeito aqui no Brasil é preciso que o poder público atuante integre essa população às medidas que estão sendo propostas.
 
Para o controle de qualquer doença infecciosa, duas coisas são necessárias: ações que interligam todos os setores, com uma liderança que esteja de acordo com normas mundiais para tomar decisões acertadas e servir de exemplo, e educação da população. Seja como o coronavírus, transmitido de pessoa para pessoa pelo ar, ou arboviroses, como dengue, que também precisam de uma atuação da população no controle. Cada um é, sem dúvida, responsável pelo próprio bem estar e do próximo, mas é necessário também a atenção e atendimento à saúde que a população tem direito e que o Estado deve prover.
 
 
O Instituto Melhores Dias é uma OSC sem fins lucrativos que trabalha para fortalecer comunidades por meio de parcerias e programas que melhoram a qualidade de vida de adultos e crianças. Desde a chegada do COVID-19, tem postado várias informações sobre o vírus e práticas de segurança em suas redes sociais e site. A organização entrevistou sua diretora que está na cidade de Freiburg im Breisgau, na Alemanha desde 2019 para entender como o país europeu vem enfrentando a pandemia e como ela tem recebido e analisado as notícias sobre o coronavírus no Brasil.  Para ler a entrevista completa acesse esse link: https://melhoresdias.org.br/blog/assistencia-emergencial/um-olhar-sobre-a-pandemia-vindo-da-alemanha/

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